Os intervalos temporais na constituição psíquica

Como bem lembra Kehl, a temporalidade é a primeira forma discursiva que a mãe apresenta para o bebê. Os intervalos entre a presença e a ausência da mãe, bem como o tempo entre uma mamada e outra, dão a dimensão de espera pelo objeto de satisfação e, consequentemente, vão costurando as bordas da falta. A psicanalista comenta que as mães que se inserem nos ideais de eficiência e rapidez se tornam excessivamente preocupadas, tendendo a abreviar o tempo vazio – o tempo da espera entre um cuidado e outro.


*Trecho da minha dissertação de mestrado O tempo e o impacto da experiência estética na Era da Pre(s)sa: psicanálise e teatro performático




KEHL, Maria Rita. O tempo e o cão: a atualidade das depressões. São Paulo: Boitempo, 2009


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